Assine o Feed desse BlogEsta semana esbarrei num site que disponibiliza a biblioteca virtual de Fernando Pessoa. através do link http://casafernandopessoa. cm-lisboa. pt é possível conhecer o que Pessoa leu, as anotações que fez em seus livros, ideias para poemas que surgiam durante as leituras, e mais algumas coisinhas, incluindo manuscritos do próprio autor, além de poemas e traduções escritas nas páginas iniciais de alguns livros. para consulta, estão disponíveis cerca de 1.
Escritores são entidades acima do bem e do mal, mentes ocupadas apenas com temas nobres e superiores, enclausurados em seus templos de criação, nobremente solidários com companheiros de profissão, certo? Errado. escritores são críticos, e podem ser por vezes mesquinhos, eventualmente implicantes, despeitados, ferinos, sarcásticos, criaturas providas de um kit especial composto por línguas e garras afiadas. enfim, são humanos. outras... bem, outras apenas confirmaram minhas impressões. g.
Calma, calma! Não estou falando de nenhuma biblioteca onde se pode consumir álcool livremente. trata-se da Open Air Library, uma biblioteca pública localizada em Magdeburg, Alemanha, construída quase que totalmente com caixas de cerveja doadas por uma empresa da região. as embalagens são habitualmente utilizadas para vender a bebida em lotes. a biblioteca funciona em sistema 24 horas sem funcionários ou seguranças: qualquer um pode entrar, pegar um livro e levá-lo para casa .
Literatura existencialista não é apenas lenga-lenga para chatos . Quadrinhos, por sua vez, não são se resumem a sujeitos que voam e soltam raios. Literatura em quadrinhos para adultos também está aí, muito além das adaptações de cânones para estudantes preguiçosos, como dos nacionais O Alienista e O Pagador de Promessas . Alguns autores extraem da arte gráfica uma Em uma sériede postagens , vou comentar alguns quadrinistas de primeira. Não há superheróis, não há grandeza.
O lugar estava vazio, coisa que me deixou muitíssimo contente. Sentamos numa das mesas do lado de fora e pedimos a cerveja da Paris Hilton e da Sandy Devassa. “Que tal?”, perguntei. “Prefiro Skol.” “Skol fede a mijo.” “Essa aqui não tem gosto de nada”, Bela disse. “Gosto do comercial com a Sandy”, rebati. “Prefiro a outra, a loira.” “A loira é mó porca.” “E você pensa que a Sandy é uma santa?” “Claro que não!”, respondi. “E é exatamente por isso que eu gosto dela.
Ela estacionou atravessado na rua. Todo mundo que passava buzinava ou xingava alguma coisa. Entrei e dei-lhe um beijo na bochecha. “Demorei... foi mal. Não quis descer de elevador com a família Buscapé inteira, vim de escada.” “Tua cara.” “E meu cabelo estava difícil de pentear.” “Você parece mulher.” “Se eu parecesse mais um pouco, arrumava um velhote pra me bancar.” “Ainda dá tempo.” “Espero que sim. Escuta, será que a gente pode ir agora?” Saiu cantando pneu e deixou o carro morrer na primeir
Era uma tarde de domingo e eu realmente estava disposto a rolar para o lado e morrer. Chovia, naturalmente, e eu curtia uma dor de barriga de pastel, porções de calabresa acebolada e cerveja choca da noite do dia anterior... Só que alguém sempre tinha que me telefonar; e esse alguém era a Srta. Sorriso Quando Acordo (mesmo de ressaca). Quero dizer, Bela. “Oi!”, ela disse. “Ah, e aí.” “Tá de ressaca?” “Dor de barriga. Pensando em suicídio.
Olá, aqui é o Fabrício. Tudo bem? O Podcast Capitu With Lasers (quinzenal, indo ao ar toda quinta) e as postagens (diárias) estão dando uma atrasada devido a excesso de trabalhos pessoais dos imigrantes ilegais contratados para a edição do podcast e a organização do blogue. Novos episódios já estão gravados e em processo de edição. Esperamos que nesta semana entre no ar o episódio número 2; uma adaptação cinematográfica de Kafka , produzida por Jana Lisboa , Máwrio Câmara , Fábio Vanzo e Fabríci
Nessa reunião de tempos, um único de repente de mudança: eu quis ter a minha casa. Para habitar os meus outros quereres, meus sons, meus instrumentos banais, meus temporais. Tecer as paredes com meus dizeres para acarinhar, finalmente, os meus costumes, dar lugar aos azedumes que já não aguento mais e de que tanto gosto; os meus vieses, minhas marés, os meus pés. Minha casa de ares tantos, de braços e pernas e cantos, meu acalanto. E reconhecer as cores das posses minhas, o que é meu e sempre to
_Andei de ônibus e a pé a vida inteira. _Por que quis? _Nunca tive dinheiro pra comprar um carro. _Nem meus pais tiveram. _Bom, às vezes eu até tive, mas não conseguiria mantê-lo depois, com manutenções, impostos e combustíveis. _E bicicleta? _Nunca aprendi a andar. _É fácil. _Não é não. Mas o fato é que, quando passei mal, tive que ir a pé e de ônibus para o pronto-socorro, esperar em pé durante horas pra ser atendido, até morrer num corredor fedendo a éter.
O que acontece se juntarmos cinema, tequila, rock e México? Ora, Tito & Tarântula! A banda surgiu em 1992, em Hollywood, trabalhando temáticas do underground nas letras, sempre com uma pitada dark, e o som meio referencial, meio hard, meio blues com uma pitada minúscula de pimenta latina só para temperar o estilo. Redescobri a banda outro dia enquanto remexia nuns CDs e passei a gostar ainda mais. Para começar, gosto do nome. Os músicos também são figuraças, e só a estilosa Caroline Rippy, uma a
Muito pode ser dito sobre Mike Patton . Conheço um sujeito que afirma que Patton arruinou o Faith No More . Ok, não é possível dizer que ele agrade a todos, mas também é impossível não reconhecer que a vida do rapaz não é nada tediosa. Ele é uma espécie de hiperativo e se dedica a projetos que vão de música instrumental a trilhas sonoras de filmes e dublagens de videogames. Para compreender as diversas facetas musicais de Patton, talvez seja necessário um pouco de estudo de psicologia e uma leve
Estreia em Outubro nos EUA, e ainda sem data de exibição no Brasil, The Rum Diary , ou Rum – Diário de um Jornalista Bêbado (juro que odeio essas traduções!), a realização de um velho sonho de Jonhy Depp , que queria levar às telas o primeiro livro do jornalista gonzo Hunter Thompson (1937-2005). Jonhy e Hunter eram amigos, e haviam conversado em 1997 sobre a possibilidade de filmar o livro. O filme fala de Paul Kemp (Depp), um romancista alcoólatra e divorciado que foge para Porto Rico, onde pa
Há autores que produzem textos imagéticos que se tonam ótimas adaptações para o cinema. Para outros, as próprias palavras são imagens completas, cenários inteiros, universos complexos. As imagens que conseguem transmitir são tão poderosas que fazem seus textos cobiçados pela indústria do cinema e acabam sofrendo (sim, a palavra é essa mesmo: sofrendo!) adaptações que, na maioria das vezes, são ineficazes. Para mim, Edgar Allan Poe é um desses autores.
João Cabral de Melo Neto é mais conhecido por textos como "Morte e Vida Severina". No entanto, escrevia sobre temas distintos em tom mais lírico. É o que se pode ver neste volume que traz num único volume Crime na Calle Relator (1987) e Sevilha andando (1989). Nessas duas obras, João Cabral de Melo Neto adota temas distintos sem, no entanto, abandonar o rigor e a forma que o consagraram. Segundo apresentação da editora, “dentre as cidades em que viveu na Espanha – Barcelona, Madri e Sevilha –, é
Um mendigo andando pela rua, nu da cintura pra baixo, brada alegremente que “estamos todos fudidos!". Um velho jogador de sinuca arranca uma página de um guia de filmes eróticos e, após guardá-la dentro do sapato, diz que “com tanta sacanagem, meu pé vai ficar quentinho”. Um jogador de futebol congela na noite paulista enquanto o colega de quarto leva uma fã para a cama. Em todos esses momentos há, mais do que o deboche ou o gosto pelo nonsense, uma sensação de espanto diante da vida.
A intrigante obra do inglês Neil Gaiman ganhou uma versão em Graphic Novel, e chega ao Brasil pela editora Rocco, em edição caprichada. A estória gira em torno da garotinha Coraline Jones, curiosa, inteligente e personalíssima menina de onze anos que se muda com a família para uma nova cidade, onde vai ocupar a casa conhecida como "o palácio cor-de-rosa". Com os pais ocupados em outros afazeres, decide explorar os cômodos e acaba por descobrir um mundo paralelo, em que os adultos são solícitos,
Quando o nome de J.J. Abrams aparece envolvido em alguma produção, todos esperam por um novo Lost. Não entendo bem a expectativa. Ao menos para mim, quando um trabalho foi bom, espero que o próximo seja diferente... ou melhor. Por isso quero prestar atenção na nova série do produtor. O pôster mostra uma imagem sombria da prisão numa ilha distante. Esta é Alcatraz. Sim, eu sei, é novamente uma ilha como cenário central, mas dado o devido desconto pelas razões que devem envolver mercado, cifras e
A caminho de casa, desperta. A primeira coisa que vê é a garota de chapéu, em pé, segurando-se na barra de ferro. As pontas do cabelo expostas, os seios redondinhos e empinados, o rosto calmo, uma noite decente. É algo bonito de se ver numa linha como esta; de corredores tomados por cabeças de cabelos crespos, em que nordestinos atulham cada espaço e carregam sacolas grandes nas mãos e amargura nas fuças. Poderia amar a garota de chapéu, fodê-la até morrer.
Referência nerd sobre Woody Allen: o cara que tirou o Oscar do Star Wars. Antenados no mundo das celebridades: o cara que casou com a afilhada. Dos muito cultos: o cara que cita Turguêniev e Mahler. Lá estava Woody Allen, na prateleira da locadora. Devo ter resistência a caras consagrados. Ainda hoje troco Godard por cinema 3D com a Megan Fox. A cocota comigo queria ver. Qual é? Esse cara deve ser a Clarice Lispector com bolas. Lugar de drama é no consultório psiquiátrico.